A forte seca que persiste no Ceará atinge os criadores de gado da região do Vale do Jaguaribe
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| Reservatório de água seco na região do Vale do Jaguaribe no Ceará | Foto: José Nogueira/arquivo pessoal |
Os principais açudes e lagoas que abastecem a pecuária da região estão com volumes extremamente baixos, muitos reduzidos a pequenas poças d'água ou até mesmo completamente secos.
O cenário é de prejuízo e alerta. Sem água para beber e com as pastagens secas, os animais estão definhando.
Relatos de mortes de gado por sede e fome se tornam cada vez mais comuns nas propriedades, colocando em risco centenas de famílias que dependem da atividade na região.
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| Criadores perdem seus animais por falta d'água e fome | Foto: José Nogueira/arquivo pessoal |
A situação crítica dos reservatórios não ameaça apenas o abastecimento dos animais mas também o consumo da famílias e paralisa um dos principais motores econômico de muitos municípios da região.
Enquanto não houver uma chuva significativa, os produtores do Vale do Jaguaribe enfrentam um futuro incerto, lutando para salvar o que resta de seus rebanhos.
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baixa umidade do ar
Além disso, nesta última segunda-feira (5), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de perigo potencial de baixa umidade do ar para 73 cidades cearenses.
A umidade pode despencar entre 20% e 30%, níveis que prejudicam a respiração e elevam o risco de focos de incêndio nos municípios do interior do estado.
A seca atinge principalmente as regiões Sul, Centro-Sul e Vale do Jaguaribe, deixando a população em alerta. Moradores relatam olhos secos, sensação de garganta arranhando e fadiga, sintomas típicos de ambientes desertos.
O instituto recomendou beber bastante água, evitar exercícios ao ar livre e proteger pele e vias respiratórias.
Ainda, segundo o órgão, essas condições também se estendem a estados vizinhos da região Nordeste.


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