O silêncio e a minha mente - texto produzido por Eryck Dieb, com a notícia da morte do jovem Maicon em Pindoretama

Jovem Micon conhecido como "mexicano" de Pindoretama | Foto: Eryck Dieb
Às vezes, não é o mundo que nos fere primeiro, é a nossa própria mente.
Ela cria ruídos onde há silêncio, inventa medos onde ainda existe esperança, repete dores como se fossem verdades absolutas.
E, no entanto, é justamente o silêncio que mais nos assusta, porque nele nos encontramos sem distrações, frente a frente com o que sentimos e evitamos nomear.
Temos corrido tanto de nós mesmos que estamos nos perdendo cada vez mais cedo: cedo no cansaço, cedo na desistência, cedo na falta de sentido.
Por isso, é preciso vigiar a mente com carinho e coragem, aprender a escutar o silêncio sem medo, porque, muitas vezes, ele não é vazio…
é um pedido urgente de cuidado.
Vamos nos cuidar, vamos cuidar um dos outros.
Abraços de forças à família e amigos.
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