Fraudes em máquinas de caça-brinquedos são investigadas pela Polícia

A Polícia Civil descobriu fraudes em máquinas caça-brinquedos de pelúcia e viram alvo de investigação

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Máquinas de caça-brinquedos são investigadas pela Polícia Civil | Foto: José Nogueira


A operação da Polícia Civil foi realizada contra diversas empresas no Estado do Rio de Janeiro e no município de Itapema, no Estado de Santa Catarina nesse último dia 28 de agosto. A Polícia informou que uma quadrilha fraudava as maquinas de bichinhos de pelúcias, instaladas em locais de grande movimentação de pessoas, para subtrair dinheiro de apostadores, na grande maioria das vezes crianças, através desses equipamentos.

 

Maquinas de caça-brinquedos instaladas em locais de grande movimentação | Foto: José Nogueira

Ainda segundo a Polícia Civil, essa é a segunda fase da operação batizada de mão leve, na primeira fase da operação a Polícia constatou, que pelo menos duas empresas, colocavam bichinhos de pelúcia falsos, ou seja, sem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) nessas máquinas de bichinhos de pelúcia, instaladas em locais de grande movimentação como postos de gasolina, shopping centers, supermercados, praças de alimentação, estádios de futebol e grandes centros comerciais.

 

Os crimes praticados por essas empresas são: crime contra a economia popular; crime contra o consumidor; crime contra a propriedade de material; crime de associação criminosa e contravenção de jogos de azar. Assim a Polícia cumpriu 19 mandatos de busca e apreensão, sendo cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. 

 

Um dos alvos, um galpão, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde segundo as investigações, os criminosos faziam esse esquema de fraudar os equipamentos eletrônicos para que só no momento que eles quisessem as pessoas conseguiriam pegar os brinquedos.

 

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Máquina caça-brinquedos instalada em posto de gasolina | Foto: Marcos Silveira
 

Os investigadores descobriram que os criminosos mexem no sistema eletrônico dessas máquinas e definem o momento exato, ou seja, a jogada certa, para que o gancho consiga pegar o brinquedo. Então eles programam a quantidade certa de jogadas, como por exemplo: só depois de vinte tentativas que a máquina vai ativar uma potência capaz de fazer com que a garra prenda o bichinho de pelúcia, ou seja, antes desse momento programado pra conseguir pegar o brinquedo, de nada adianta, é como se a máquina ficasse com as garras enfraquecidas. 

 

E foi isso que ficou constatado numa perícia realizada pela Polícia Civil, após diversas denuncias de consumidores, que se sentiram roubados, pois tentaram varias vezes, colocando dinheiro na máquina e exatamente no momento que as garras do equipamento pegava o bichinho de pelúcia, não tinha força para levar até o local de retirada.

 

"Eu pensava que a máquina só funcionava quando era feito a reposição dos bichinhos de pelúcia, pois, ficava mais perto do alcance das garras, mas, depois das reportagens na televisão é que entendi que só após um número X de tentativas é que a maquina tem força nas garras para iça o brinquedo. Desse jeito, pode inventar dinheiro. Meu menino vivia me pedindo dinheiro pra colocar nessas máquinas.", disse Daniel Márcio, pai de um garoto de 8 anos. 

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