Eleições municipais repletas de desinformação

O fenômeno das notícias falsas, as fake news, impacta diretamente nas preferências do eleitor mal informado

Cabina de votação da Justiça eleitoral
Cabina de votação da Justiça eleitoral | Foto: Roberto Paiva

Você sabe o que é desinformação?

O fenômeno das notícias falsas, conhecidas como fake news, tratado pelos especialistas como desinformação, consiste no uso de técnicas de comunicação para induzir a erro ou provocar uma falsa percepção da realidade por meio da ocultação de informações, minimização da importância de fatos os dados, modificação do sentido de textos ou, ainda, a mudança de contexto de contexto de declarações.

 

A desinformação tornou-se muito comum nas redes sociais e em aplicativos como WhatsApp e Telegram. 

A divulgação de notícias falsas, de informações fora de contexto ou de vídeos e imagens manipulados tem gerado riscos à vida das pessoas e impactos negativos para o importantíssimo trabalho das pessoas que trabalham no dia da eleição.


Por isso, estar bem informado é a primeira atitude para combater a desinformação. 

Quando se compreende o trabalho a ser feito, a segurança transparece e você passa a ser referência, sobretudo, para os demais eleitores e eleitoras de sua cidade ou região.

 

Como checar se uma informação é falsa ou não?

Fique atento à veracidade das informações que recebe, principalmente nas redes sociais e em aplicativos de mensagens instantâneas. 

Como agente da democracia, é fundamental que você conheça os conteúdos publicados pelos órgãos oficiais.

Não compartilhe informação sem antes saber se é verdadeira, principalmente quando relacionada às eleições municipais deste ano e à Justiça Eleitoral.

 

  •  Verifique a fonte da notícia - Certifique-se da origem da informação, consultando o site ou perfil em que ela foi publicada. 

Veja outras matérias sobre o mesmo assunto e tente identificar se são apresentados fatos ou se o conteúdo é a opinião da autora ou do autor. 

Além disso, acesse outras páginas de notícias conhecidas ou o site da Justiça Eleitoral. 

Caso o assunto tenha relação com as eleições, é muito provável que mais veículos de informação tenham noticiado a respeito e que a Justiça Eleitoral tenha esclarecido a questão.

 

  • Leia o texto da matéria e desconfie de manchetes sensacionalistas - Cuidado com os prints de títulos de notícias e com notícias incompletas. 

Uma informação fora de contexto pode levar a interpretações erradas dos fatos. 

Além disso, notícias com manchetes sensacionalistas geralmente querem apenas captar o seu "clique".

 

  • Cheque a data de publicação da reportagem e da imagem publicada - Um texto, um fato ou uma imagem de outra época ou de outro evento podem causar muita confusão. Não deixe de conferir a data.
 
  • Observe bem as imagens e os vídeos para identificar alguma manipulação ou montagem - Imagens, vídeos e áudios podem ser manipuladas com a ajuda de inteligência artificial (IA) e de programas (softwares) modernos, com o objetivo de gerar conteúdo falso ou fora de contexto. 

Esse tipo de artifício é conhecido como deepfake e pode provocar muita confusão: 

o rosto de uma pessoa pode ser substituído pelo de outra; 

a boca de uma pessoa falando pode ser ajustada a uma faixa de áudio diferente da original, conhecida como sincronização labial, e, ainda uma voz pode ser copiada para dizer outras coisas, ou seja, uma clonagem de voz.

 

  • Desconfie de erros de ortografia - Uma agência de notícias séria preza pelo correto uso da língua e pela apresentação do texto. Desconfie de textos com erros de português.
 
  • Desconfie do uso de humor - uma piada nem sempre é inocente. Muitas vezes, não passa de artifício para confundir ou desinformar.
 
  • Evite correntes e mensagens que terminam com "compartilhe esta mensagem com o maior número de pessoas" - esse tipo de conteúdo normalmente é mentiroso e usa de linguagens alarmantes para fazer as pessoas distribuírem uma mentira.
 
  • Na dúvida, não compartilhe - nas eleições, conteúdos falsos aparecem muitas vezes para tirar a credibilidade de candidatas e candidatos e até mesmo da Justiça Eleitoral. Se você não tem certeza da informação, não a divulgue. Você também é responsável pela informação compartilhada.
 
  • Recebeu algum conteúdo duvidoso sobre o processo eleitoral? Confira a veracidade dele - procure sites que fazem a conferência da autenticidade de informações publicadas na internet. Em relação à Justiça Eleitoral, a veracidade das notícias pode ser conferida no endereço da Justiça Eleitoral na internet.

A Justiça Eleitoral disponibiliza à sociedade a ferramenta cidadã, chamada de Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). 

 

Está acessível no endereço da Justiça Eleitoral na internet e permite a qualquer pessoa registrar fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial para causar danos ao equilibro das eleições ou à integridade do processo eleitoral.

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