Pindoretama celebra 39 anos com o título de "Terra da Maior Rapadura do Mundo"

A cidade cearense completa mais um ano de história nesta segunda-feira (07), coroada pelo recorde nacional conquistado com uma rapadura gigante de 18,6 toneladas

Pórtico de entrada do município de Pindoretama no Ceará.
Pórtico de entrada do município de Pindoretama no Ceará. (créditos: José Nogueira/arquivo pessoal)

 Pindoretama, no litoral leste do Ceará, celebrou seu aniversário de 39 anos nesta segunda-feira (07) com um motivo especial para orgulho.

A cidade, que já era conhecida por sua tradição na produção de derivados da cana-de-açúcar, agora ostenta oficialmente o título de "Terra da Maior Rapadura do Mundo", concedido pelo RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros.

O feito histórico foi alcançado com a produção de uma rapadura gigante de 18.660 quilos, que se tornou o grande destaque do 16º Festival Internacional da Cana-de-Açúcar, o tradicional "Pindorecana".

A iguaria, fabricada artesanalmente no Engenho Almeida, impressiona não apenas pelo peso, mas também por suas dimensões:

são 6,80 metros de comprimento, 2,23 metros de largura e 78,8 centímetros de altura.

O doce monumental demandou 11 dias de trabalho de dezenas de pessoas, que utilizaram técnicas que unem tradição e inovação.

A produção foi um marco para a cidade, que celebra o reconhecimento como Capital Nacional da Cana-de-Açúcar e da Rapadura, título concedido pelo Congresso Nacional.

O momento mais aguardado do festival foi a "quebra" da rapadura gigante.

Para repartir o doce e distribuí-lo à população presente, foi necessário o uso de ferramentas nada convencionais, como britadeiras e picaretas.

O espetáculo, que viralizou nas redes sociais, simbolizou a partilha do doce com todos os cidadãos de Pindoretama.

Este novo recorde recoloca o Ceará no topo de uma disputa acirrada com o estado de Pernambuco, que nos últimos anos se revezou no posto de maior produtor da rapadura mais pesada do Brasil. 

Pindoretama 39 anos

A conquista de Pindoretama, no entanto, não é apenas um número. Ela representa a força da cultura açucareira nordestina e a união de um povo que faz da tradição um motor para o turismo e o desenvolvimento local.

Enquanto a cidade sopra suas 39 velinhas, o gosto doce da vitória permanece no ar, um presente para a população que construiu essa história.

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