'Igreja Católica não indica candidatos nem partidos', diz CNBB

CNBB reafirma que Igreja Católica não indica candidatos nem partidos nas eleições deste ano

 

mosteiro dos jesuítas
Antigo Seminário Menor do Coração de Jesus e Escola Apostólica de Baturité, pedra fundamental lançada no ano de 1922 por jesuítas junto ao povo de Baturité, chamado popularmente de "mosteiro" localizado no Sítio Caridades em cujas as terras produz o "Café dos Jesuítas". (créditos: José Nogueira/arquivo pessoal)

 

Em mensagem ao povo brasileiro, no último mês de junho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) destaca que Igreja não indica candidatos nem partidos, no processo eleitoral.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, por meio de seu Conselho Permanente, uma mensagem oficial ao povo brasileiro por ocasião das eleições deste ano.

No documento, os bispos reafirmam o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da dignidade humana e do bem comum, ao mesmo tempo em que reforçam sua posição de neutralidade partidária eleitoral.


"minha religião não permite"

Diante da aproximação das eleições deste ano, por ocasião das convenções partidárias que começam nesta segunda-feira (20), a mensagem publicada ao povo brasileiro pela Conferência dos Bispos do Brasil  já está sendo resumida nas redes sociais por fiéis e líderes comunitários com uma frase curta e direta:

"minha religião não permite", referência à orientação institucional de que a "Igreja Católica não indica candidatos nem partidos".

Inspirada na passagem bíblica "Examinai tudo e guardai o que for bom" (1Ts 5,21), a mensagem deixa claro que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos.

corrupção e compra de votos

Em nota, a CNBB manifestou preocupação com a corrupção, a compra de votos e o uso indevido de recursos públicos.

O documento também enfatiza que o abuso do poder econômico e político, assim como as diversas formas de violência.


A esperança cristã, segundo o documento, não é ingenuidade, mas se expressa por meio da participação, do diálogo, da defesa da verdade, da proteção da democracia e da promoção da justiça.

O documento é assinado pelo presidente da CNBB, Cardeal Jaime Spengler, juntamente com os demais membros do Conselho Permanente da Conferência.

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