Volta às aulas e adaptação escolar

Acolhimento pode deixar processo confortável nas primeiras semanas de aula, mas algumas lições praticadas ainda nas férias ajudam muito

Professora de ensino infantil em sala de aula — Foto: Jaine Machado
Professora de ensino infantil em sala de aula — Foto: Jaine Machado
 Por Jaine Machado.

Depois de aproximadamente dois meses de descanso, estudantes de praticamente todo o Brasil já estão de volta à sala de aula. Mas as primeiras semanas pós-férias nem sempre são fáceis.

Embora a dificuldade na adaptação seja mais comum entre as crianças pequenas, o medo, a angústia e as frustrações também acompanham outras fases da vida, tornando a ida para a escola um verdadeiro desafio, com a mudança de turma, de sala, de professores e de colegas.

Organizar a rotina, os materiais e manter uma boa alimentação é uma das sugestões que os professores do Colégio COC Beraldo, de Campina Grande do Sul, Paraná, recomendam para alunos e pais. 

A adaptação, afirmam, é um processo constante, que vai desde o primeiro dia de aula até situações novas que ocorrem ao longo de todo o ano letivo. Aos pais, cabe uma tarefa extra: reforçar as atitudes positivas dos filhos e ajudar na caminhada, tornando-a mais segura.


Difícil? Nem sempre. Os professores do COC separaram dicas para cada modalidade de ensino.

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Educação Infantil 

Uma rápida consulta aos sites de busca traz centenas de sugestões para pais e mães. Afinal, entregar o filho na escola e vê-lo aos prantos em poucos segundos não é uma cena agradável.  

Mas como amenizar os impactos com a mudança da rotina?
“Preparar as crianças para entrar nesse novo ritmo é importante. Vale, por exemplo, apagar as luzes, colocar um som de ninar agradável, fazer a leitura de histórias”, assinala a professora do Infantil VI do COC Janaína Maila.  

Ela destaca ainda que mesmo os pequeninos já podem começar a organizar seus materiais, e para isso é importante que o aprendizado venha de casa, com pais e familiares que oportunizem esses momentos.  

“Os alunos podem e conseguem entrar no ritmo escolar sem traumas. Isso depende muito da orientação da família sobre a importância do ambiente escolar”, acrescenta.

Ensino Fundamental I

Crianças de 6 a 11 anos, que estão nesse time, também precisam de orientações para estar na escola com determinação, sem medos ou angústias. Novamente, o processo começa bem antes do primeiro dia de aula e deve acompanhar o ano, especialmente nas primeiras semanas após o descanso.

 “Adaptar uma nova rotina e evitar muitos estímulos antes de dormir; estimular o senso de responsabilidade na criança, explicando sobre as vantagens de manter os materiais organizados diariamente; e manter uma alimentação saudável ajuda muito”, destaca a professora das séries iniciais do Fundamental Ângela Cristina Estefano Nobrega.  

Transmitir segurança, acolhimento e sinalizar nas conversas os pontos positivos da escola, dos novos amigos e do aprendizado faz toda a diferença. 

Ensino Fundamental II e Médio

À medida que vão crescendo, os jovens estudantes ganham mais responsabilidades e autonomia. Em casa e na escola, é fundamental, conforme os profissionais do COC, preparar rotinas de estudo e de pausas.  

“Planejamento é o segredo”, afirma o professor Willian dos Santos de Brito, que leciona para turmas do Fundamental II e do Ensino Médio. Para quem está no terceirão, a palavra que define 2023 é “estudar”.  

“A hora é agora, e não próximo dos vestibulares ou do Enem. É preciso focar os estudos e as oportunidades que a escola disponibiliza para aprender ainda mais”. 

Cuidando das Emoções

Professor em sala de aula com aluno jovens — Foto: Jaine Machado
Professor em sala de aula com aluno jovens — Foto: Jaine Machado

Especialmente desde a pandemia da Covid-19, estar na escola é tratado de modo especial. O isolamento de quase dois anos ainda deixa marcas e exige um esforço a mais de pais e professores.

Crises de pânico e de ansiedade passaram a se tornar recorrentes entre crianças e jovens; alguns desenvolveram fobia escolar, ou seja, um desconforto desproporcional e duradouro pela frequência escolar.

Pensando em ampliar o suporte emocional, o COC Beraldo tornou-se parceiro de programas focados nessa dor.
Com objetivos claros, a instituição almeja bons resultados na melhoria dos índices de aprendizagem, na redução da indisciplina, no aprimoramento das relações interpessoais e no aumento da participação da família na formação integral dos estudantes.
 

Jaine Machado é assessora de imprensa em Mandirituba no Paraná.

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